Notícias e Alertas

Human health implications of organic food and organic agriculture

organicos e a saude humana

This report reviews the existing scientific evidence regarding the impact of organic food on human health from an EU perspective and the potential contribution of organic management practices to the development of healthy food systems. Very few studies have directly addressed the effect of organic food on human health.

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Temer antecipa 'pacote do veneno' e proíbe Anvisa de se manifestar sobre agrotóxicos

Ministério da Agricultura assume controle das informações sobre venenos já registrados. Pasta dirigida por Blairo Maggi vai excluir Anvisa e Ibama e controlar sozinha registro de novos agroquímicos

São Paulo – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), subordinada ao Ministério da Saúde, não presta mais informações a respeito de agrotóxicos, inclusive sobre aqueles registrados antes de 2016. A informação é da assessoria de imprensa da agência. Indagada na tarde da quarta-feira (1º) sobre as substâncias registradas ano passado – um recorde, segundo nota do Ministério da Agricultura (Mapa) –, limitou-se a informar que os questionamentos devem ser encaminhados diretamente à Agricultura.

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Estudo identifica agrotóxicos mais frequentes em alimentos consumidos no Brasil

Estudo identifica agrotóxicos mais frequentes em alimentos consumidos no Brasil

Entre as substâncias autorizadas no País está o brometo de metila, utilizado como inseticida e para o controle de pragas

Por Ivanir Ferreira

A dieta dos brasileiros é rica em agrotóxicos, inclusive os mais tóxicos. Ao cruzar os dados sobre o que come habitualmente a população brasileira com a lista de agrotóxicos autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a serem aplicados na cultura desses alimentos, pesquisa realizada na USP identificou 68 compostos que excediam o valor de ingestão diária aceitável de acordo com limites estabelecidos pela própria Anvisa.

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Mais de 20% de todos os agrotóxicos usados no Brasil são ilegais

Mais de 20% de todos os agrotóxicos usados no Brasil são ilegais

É isso mesmo. O dado alarmante foi revelado por Fernando Figueiredo, presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM) e convidado a compor a mesa de debate de audiência pública da Comissão de Reforma Agrária do Senado desta quinta-feira (24).

O tema da audiência era contrabando e falsificação de agrotóxicos e seus impactos na economia. Possíveis embargos internacionais às exportações brasileiras e perdas de arrecadação tributárias avaliadas em um milhão de dólares no último ano preocupam. Mas nada se compara ao risco que a sociedade corre ao estar sujeita a esses agrotóxicos ilegais.

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Cargill amplia aposta em ingredientes não transgênicos

Cargill amplia aposta em ingredientes não transgênicos

Por Gregory Meyer

A Cargill, uma das maiores fornecedoras de alimentos ao atacado do mundo, dobrou-se às tendências ditadas pelos consumidores e está oferecendo seus primeiros produtos com o selo de garantia da maior organização americana que monitora ingredientes livres de transgênicos.

A multinacional americana negocia anualmente milhões de toneladas de produtos como milho e soja, a maior parte do volume geneticamente modificado. Mas a companhia está se deparando com as mudanças no gosto dos consumidores, que passa por uma desconfiança crescente em relação aos produtos transgênicos, comuns nas prateleiras dos supermercados há anos.

Na semana passada, a Cargill informou que recebeu pela primeira vez o selo do Non-GMO Project, uma organização voluntária, para três de seus ingredientes alimentícios. A aprov ação significa que as companhias que vendem alimentos embalados e são clientes da Cargill poderão agora colocar em seus produtos a logomarca do projeto, uma borboleta já amplamente reconhecida.

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Relatório do Ministério da Saúde aponta uso excessivo de agrotóxicos no Brasil

Relatório do Ministério da Saúde aponta uso excessivo de agrotóxicos no Brasil

Documento mostra que comercialização de venenos aumentou de forma desproporcional à área plantada, o que sugere intensificação do uso e, consequentemente, risco maior de contaminação.

O Ministério da Saúde lançou este mês um relatório que confirma o uso ostensivo de agrotóxicos no Brasil e aponta um aumento desproporcional da comercialização em comparação com a área plantada. Entre 2007 e 2013, as vendas aumentaram 90,5% no país, enquanto a área plantada aumentou apenas 19,5%.

O dado sugere que houve uma intensificação na aplicação de agrotóxicos na produção e, com isso, um risco maior de exposição da população a partir do trabalho no campo e da contaminação do meio ambiente, da água e dos alimentos.

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Novo impulso na luta contra os agrotóxicos

Novo impulso na luta contra os agrotóxicos

Por Inês Castilho

Os agrotóxicos foram responsáveis por mais de 25 mil pessoas intoxicadas entre 2007 e 2014, no Brasil. Calcula-se que a subnotificação seja de 50 para cada caso, o que soma 1.250.000 pessoas. São responsáveis por mortes, malformações, contaminação de bebês e leite materno. Por inúmeros casos de câncer. O que mais precisamos saber a respeito desses venenos para a saúde humana, animal e do ambiente?

“É uma questão de misericórdia”, disse o médico Paulo Saldiva, atual presidente do IEA – Instituto de Estudos Avançados da USP e um dos comentaristas do Jornal da Cultura, na audiência pública Exposição aos agrotóxicos e gravames à Saúde e ao Meio Ambiente. “As evidências são mais que suficientes. Trata-se agora de criar um espaço permanente, com reuniões regulares, onde se construa uma narrativa que sensibilize tanto a sociedade quanto os governantes.”

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Audiência Pública - Exposição aos Agrotóxicos e Gravames à Saúde e ao Meio Ambiente

Audiência Pública - Exposição aos Agrotóxicos e Gravames à Saúde e ao Meio Ambiente

Com os cumprimentos devidos, comunico que, nos dias 29 e 30 de agosto de 2016, das 8:30h às 18h, no Auditório João Yunes da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, localizada na Av. Dr. Arnaldo, nº 715, Cerqueira César, São Paulo/SP, será realizada Audiência Pública para discutir a "Exposição aos Agrotóxicos e Gravames à Saúde e ao Meio Ambiente.

Referida Audiência será organizada pela Ouvidoria-Geral da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, pela Defensoria Pública da União em São Paulo e pela 4ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal - 4CCR, e terá como objetivo debater, à luz dos aspectos técnicos e jurídicos, os impactos à saúde e ao meio ambiente decorrentes do uso inadequado de agrotóxicos no Estado de São Paulo - Brasil e Mundo, bem como discutir instrumentos e colher subsídios para a atuação, institucional e da sociedade, relativa ao tema, inclusive a criação de um Fórum Estadual Paulista de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos.

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Pulverização de pesticidas por aeronaves não é solução para combater o Aedes Aegypti

Livres de impostos, agrotóxicos seguem causando câncer, malformações e mortes

Entrevista especial com Wanderlei Pignati

“O uso de veneno não é indicado para erradicar o mosquito Aedes Aegypti; é preciso combater os criadouros, os focos e fazer saneamento básico”, adverte o pesquisador.

A Lei 13.301/2016, sancionada pelo presidente interino, Michel Temer, a qual autoriza o uso de aviões para a pulverização de substâncias químicas a fim de combater o mosquito Aedes Aegypti, é “antidemocrática”, diz Wanderlei Pignati à IHU On-0Line, porque é contrária às indicações feitas pelo Conselho Nacional de Saúde – CNS, Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde – Conasems e Conselho Nacional de Secretários de Saúde – Conass.

De acordo com Pignati, essas entidades, juntamente com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva - Abrasco, questionam a “eficácia da metodologia” de pulverização, já que essa prática tem causado uma série de problemas ambientais e à saúde, quando aplicada na agricultura.

Na entrevista a seguir, concedida por telefone, o pesquisador frisa que o enfrentamento do Aedes Aegypti requer uma discussão acerca de como o mosquito tem se proliferado nas cidades brasileiras. “Vários estudos demonstram que o Aedes acompanha lixo, acompanha péssimo saneamento básico. Portanto, tem que ser feita uma atuação direta em relação ao saneamento. Há quantos anos não se investe em saneamento básico no país?”, questiona. O pesquisador ressalta ainda que é preciso “controlar os óvulos do Aedes” e afirma que a “pulverização aérea matará somente os mosquitos adultos”.

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Machos "do Bem" x Fêmeas "do Mal"

Oxitec do Brasil

Parte 1. O BIZARRO MACHO TRANS.
ADILSON D. PASCHOAL, Ph.D Professor Sênior do Departamento de Entomologia e Acarologia. ESALQ-USP

Bem-vindos? Recentemente, minha casa, que fica no bairro São Judas, em Piracicaba, SP, foi invadida por dezenas de machos “do bem”. Explicando melhor, para que não pairem dúvidas. Minha casa foi invadida, como todas as outras do bairro, por mosquitos machos, transgênicos, cognominados “Aedes do bem”, criados em Campinas e soltos em Piracicaba pela firma inglesa “Oxitec do Brasil”, com o propalado objetivo de combater, geneticamente, o “Aedes do mal”, o Aedes aegypti. Algumas poucas experiências anteriores ocorreram em Juazeiro, BA, numa ilha do Caribe e na Malásia. Com isso, Piracicaba passa a ser uma das primeiras cidades, de porte médio, do mundo a introduzir, no ambiente urbano, um animal modificado geneticamente. Outros bairros receberão o mosquito trans, assim como outras cidades, uma vez que a CTNbio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) autorizou, em 2010, a liberação desse mosquito em todo o país, e a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) “por se tratar de uma tecnologia inovadora e distinta de todos os demais produtos regulados até agora” concedeu à Oxitec, acredito, um Registro Especial Temporário (RET) ou algo parecido, “para que se possa avaliar a segurança e eficácia do método”. Em outras palavras, nós, que aqui vivemos, seremos as cobaias.

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É preciso manejo para controlar plantas tigueras mais resistentes

Foto: Yvi Leise

As plantas que persistem no campo competindo com a cultura sucessora são chamadas tigueras e estão mais resistentes devido à modificação genética. O milho que brota espontaneamente na lavoura de soja, em cultivo sucessivo, pode se tornar um problema para os produtores rurais.Os agricultores que adotam o sistema de produção que tem a soja seguida do milho safrinha, ambos geneticamente modificados para resistir ao herbicida glifosato, terão um novo desafio: controlar a presença do milho durante a cultura da soja. Pesquisadores recomendam investir em manejo.

O problema ocorre pela impossibilidade de eliminar o milho com o glifosato. No caso da soja, mais de 90% dos 31 milhões de hectares cultivados no Brasil utilizam sementes de plantas geneticamente modificadas para a resistência ao herbicida glifosato. Com o milho safrinha também resistente, ele pode virar uma planta competidora com a soja e de difícil combate. "Aqueles grãos de milho modificado que sobrarem da colheita poderão germinar e se comportar como uma planta daninha para a cultura da soja", alerta o pesquisador Fernando Adegas, da Embrapa Soja.

De acordo com Adegas, o poder de competição do milho é bastante elevado e pode causar redução de produtividade na soja. "Se houver duas ou três plantas por metro quadrado, o milho pode reduzir em até 50% a produtividade da soja", confirma o pesquisador.

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Vitória: STF garante rotulagem de qualquer teor de transgênicos, fruto de ação do Idec

Ministro rejeita recurso e mantém decisão obtida pelo Idec que exige informação no rótulo sobre uso de ingredientes geneticamente modificados, independentemente da quantidade

O direito dos consumidores brasileiros à informação sobre transgênicos volta a prevalecer. Em decisão proferida no último dia 12, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin manteve a decisão obtida pelo Idec e voltou a garantir a indicação no rótulo de alimentos que utilizam ingredientes geneticamente modificados, independentemente da quantidade presente.

A exigência estava suspensa desde 2012, por uma decisão liminar (provisória) do ministro Ricardo Lewandovski, do STF, que atendeu ao pedido da União e da Associação Brasileira de Indústria de Alimentos (Abia) contra a decisão do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), que foi favorável à ação do Idec.

A União e Abia alegavam que a decisão do TRF-1 “usurpava a competência” do STF de decidir sobre o tema. Mas, ao julgar o recurso, Fachin não concordou. Em decisão monocrática (analisada apenas por um julgador), o ministro relator do processo validou a decisão do Tribunal.

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Efeitos de herbicidas baseados no glifosato produz efeito teratogênico em vertebrados

The broad spectrum herbicide glyphosate is widely used in agriculture worldwide. There has been ongoing controversy regarding the possible adverse effects of glyphosate on the environment and on human health. Reports of neural defects and craniofacial malformations from regions where glyphosatebased herbicides (GBH) are used led us to undertake an embryological approach to explore the effects of low doses of glyphosate in development. Xenopus laeVis embryos were incubated with 1/5000 dilutions of a commercial GBH.

The treated embryos were highly abnormal with marked alterations in cephalic and neural crest development and shortening of the anterior-posterior (A-P) axis. Alterations on neural crest markers were later correlated with deformities in the cranial cartilages at tadpole stages. Embryos injected with pure glyphosate showed very similar phenotypes. Moreover, GBH produced similar effects in chicken embryos, showing a gradual loss of rhombomere domains, reduction of the optic vesicles, and microcephaly. This suggests that glyphosate itself was responsible for the phenotypes observed, rather than a surfactant or other component of the commercial formulation.

A reporter gene assay revealed that GBH treatment increased endogenous retinoic acid (RA) activity in Xenopus embryos and cotreatment with a RA antagonist rescued the teratogenic effects of the GBH. Therefore, we conclude that the phenotypes produced by GBH are mainly a consequence of the increase of endogenous retinoid activity. This is consistent with the decrease of Sonic hedgehog (Shh) signaling from the embryonic dorsal midline, with the inhibition of otx2 expression and with the disruption of cephalic neural crest development.

The direct effect of glyphosate on early mechanisms of morphogenesis in vertebrate embryos opens concerns about the clinical findings from human offspring in populations exposed to GBH in agricultural fields.  

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Genes como mercadorias: O caso da introdução das sementes transgênicas no Brasil

Dissertação de mestrado de Gabriel Fernandes-UFRJ

FERNANDES, Gabriel Bianconi. Genes como mercadorias: o caso da introdução das sementes transgênicas no Brasil. Dissertação (Mestrado em História das Ciências das Técnicas e Epistemologia) – História das Ciências das Técnicas e Epistemologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2015.

Este trabalho procura contar a forma como se deu a entrada das sementes transgênicas no Brasil e sua posterior institucionalização. E, a partir do caso brasileiro, avalia se essa tecnologia tem condições de contribuir, como anunciado por seus proponentes, para o enfrentamento de questões como a insegurança alimentar, o aquecimento global e o esgotamento de recursos naturais. Além disso, apresenta a forma como o discurso científico foi utilizado para legitimar interesses comerciais maiores e remonta o passo a passo da disputa política pela definição de uma nova legislação para o tema, identificando seus principais atores, argumentos e interesses em jogo.

Considerando que esse debate nunca esteve reduzido a cientistas de um lado e leigos do outro, este trabalho também expõe os argumentos científicos que justificam posturas precaucionárias. E, nesse sentido, aponta efeitos adversos do uso da tecnologia que foram antecipadamente apontados, mas descartados pelos setores comprometidos com sua rápida adoção. Do mesmo modo, o caso da liberação comercial da primeira variedade de milho transgênico no Brasil é usado para evidenciar que a aprovação desses produtos, apesar de decidida por um conjunto de doutores, se deu de forma contrária à boa prática científica.

O trabalho procura ainda interpretar os movimentos estratégicos de nível internacional, sem os quais as sementes transgênicas não teriam sido difundidas no Brasil e em outros países a ponto de praticamente substituir a produção convencional em poucos anos. Por movimentos estratégicos entende-se: fusões entre as divisões de químicos, sementes e fármacos de grandes empresas multinacionais; concentração empresarial do mercado de sementes; uniformização global de padrões para a propriedade intelectual sobre inovações biotecnológicas e para a proteção de cultivares; e aprovações de legislações nacionais transferindo a comitês técnicos atribuições normativas e poderes decisórios.

Um dos capítulos é destinado a confrontar a base científica da engenharia genética com os conhecimentos atuais no campo da própria genética. Essa investigação resgatou a história das ideias sobre genes desde os primórdios da genética até os dias atuais, no intuito de compreender as raízes tanto do otimismo quanto do pessimismo em torno da técnica. A revisão da bibliografia da área permitiu identificar que a manutenção de um entendimento defasado sobre o papel e o funcionamento dos genes é necessária para a preservação do mercado das sementes transgênicas e de seus agrotóxicos associados.

Por fim, baseado nos resultados práticos decorridos quase vinte anos da adoção dessas sementes, conclui-se que as principais promessas associadas ao seu uso não foram cumpridas. Ademais, aponta-se novo problema trazido com a tecnologia: a contaminação genética das demais sementes não geneticamente modificadas. A disseminação de genes modificados sobre sementes crioulas, nativas, parentes silvestres e afins ameaça o uso presente e futuro desses recursos que são base da alimentação humana. Os diferentes sistemas agrícolas que permitiram a manutenção até hoje desse acervo genético diversificado e localmente adaptado são apontados como alternativa sustentável e credível ao modelo de agricultura proposto pela indústria das sementes transgênicas.

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Em limbo regulatório, mosquito transgênico avança no Brasil

Rodrigo Pinto Da BBC Brasil em Londres

O uso de mosquitos transgênicos pode mudar a forma como o Brasil vem combatendo o Aedes aegypti. Mas, apesar das taxas de sucesso alardeadas por autoridades e pela empresa que inventou o novo inseto, o mosquito OX513A, como foi batizado, é polêmico.

Produzida pela empresa britânica Oxitec, a variação genética do Aedes aegypti poderá ser o primeiro inseto do tipo a ser comercializado no mundo, mais provavelmente, no Brasil, onde vem encontrando seu mais amplo campo de testes.

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou testes em 2011 e uso comercial em 2014, mas a falta de um parecer da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) trava a entrada do mosquito em um mercado que poderá representar milhões em receita para a Oxitec.

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Área de Proteção Ambiental de Botucatu Livre de Agrotóxicos e de Transgênicos

A Área de Proteção Ambiental Corumbataí, Botucatu Tejupá/ APA Botucatu é uma unidade de conservação estadual da categoria de uso sustentável, aonde o estado estabelece normas de uso e ocupação do solo com a finalidade de proteger importante atributos socioambientais regionais: as cuestas arenito basálticas, os morros testemunhos, os recursos hídricos superficiais e subterrâneos (aquífero guarani), a fauna, o cerrado e a mata atlântica do interior e ainda o patrimônio cultural, histórico e arqueológico. De acordo com o Sistema Nacional de Unidades de Conservação/ SNUC (Lei Federal 9 985/2000) outro importante objetivo das Áreas de Proteção Ambiental é o de assegurar a qualidade de vida das populações humanas do território. 

A APA Botucatu foi criada em 1983 através do Decreto Estadual 20 960 e abrange 9 municípios da região (Avaré, Angatuba, Botucatu, Bofete, Itatinga, Guareí, Pardinho, São Manuel, Torre de Pedra) numa área de cerca de 216 000 hectares e a gestão da unidade de conservação é feita pela Fundação Florestal do Estado de São Paulo com o apoio do conselho gestor.

Em 2009, iniciou-se a elaboração do Plano de Manejo da APA finalizado em 2011, num processo de planejamento participativo, muito representativo dos anseios, preocupações e aspirações ambientais das entidades da região central do Estado de São Paulo.

O Plano de Manejo da APA Botucatu é um documento técnico científico com um ótimo diagnóstico do meio físico, biótico e social da região, um banco de dados georeferenciados, e uma Minuta de Decreto Estadual que normatiza as atividades humanas no território, estabelecendo regras claras para as atividades agrosilvipastoril, para a mineração, para a expansão imobiliária, para a conservação e restauração da vegetação nativa, etc. O Plano pode ser acessado pelo link: http://fflorestal.sp.gov.br/planos-de-manejo/planos-de-manejo-planos-concluidos/ .

O Plano de Manejo da APA foi aprovado pelo Conselho Gestor da APA em 2011 e pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente em fevereiro de 2014, porém foram suprimidos os itens que tratavam de regramento para agrotóxicos e para transgênicos. Essas modificações no texto original foram solicitadas pela FIESP secretário de meio ambiente do Estado. 

Após esta alteração a decisão sobre o uso indiscriminado de agrotóxicos e de OGM na APA Botucatu foram remetidos à um grupo de trabalho interinstitucional criado em agosto de 2015, com previsão de encerramento de proposta até o final de 2015. 

No contexto nacional para estimular esse debate e dirimir dúvidas sobre a perversidade dessa nova tecnologia, o Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural do Ministério do Desenvolvimento Agrário (NEAD/MDA) lançou a publicação “Lavouras Transgênicas – Riscos e incertezas – mais de 750 estudos desprezados pelos órgãos reguladores de OGMs, idealizada pelo Grupo de Estudos em Agrobiodiversidade (GEA), ligado ao MDA. O trabalho está disponível no link http://www.mda.gov.br/sitemda/noticias/publica%C3%A7%C3%A3o-ser%C3%A1-lan%C3%A7ada-nesta-ter%C3%A7a-29#sthash.ePCYpql5.dpuf .

Outro importante documento técnico que aborda os problemas dos agrotóxicos é o “Dossiê ABRASCO um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde”, da Fiocruz e colaboradores.

http://aspta.org.br/wp-content/uploads/2015/05/DossieAbrasco_2015_web.pdf .

O órgão gestor da APA (Fundação Florestal) e as ONGs locais entendem que os agrotóxicos e os OGMs representam um perigo potencial à biodiversidade da APA e à qualidade de vida da população, e propõem que esta unidade de conservação seja uma área testemunha, livre de agrotóxicos e organismos transgênicos. 

A Sociedade civil da região empenhada na defesa pela vida criou uma petição para criação da APA Livre de agrotóxicos e transgênicos: https://secure.avaaz.org/po/petition/Governador_do_Estado_de_Sao_Paulo_Geraldo_Alckmin_Decrete_a_APA_Botucatu_Area_Livre_de_Transgenicos_e_Agrotoxicos/?fQUSUab&pv=2.

Pela conservação da biodiversidade, do Aquífero Guarani e pela VIDA
Associação Biodinamica, AAO, Instituto Itapoty, Instituto Giramundo, ABRABIO, SOS Cuesta

Lançamento: Lavouras Transgênicas: Riscos e incertezas - Mais de 750 estudos desprezados pelos órgãos reguladores de OGMs

Autores: Gilles Ferment, Leonardo Melgarejo, Gabriel Bianconi Fernandes e José Maria Ferraz
Ministério do Desenvolvimento Agrário, 2015. 450 p.

Disponível para download

Cerca de 40 variedades de plantas transgênicas foram liberadas para cultivo comercial no Brasil em pouco mais de oito anos. A maior parte delas concentra-se em sementes de soja, milho e algodão resistentes a agrotóxicos e/ou a algumas pragas. Passado esse período e tendo esses produtos chegado ao consumo de massa por meio de óleos, derivados de milho e comida industrializada em geral, duas principais conclusões podem ser mencionadas.

A primeira está ligada ao fato de que não foram cumpridas as principais promessas fartamente anunciadas pelos promotores da tecnologia. Não houve redução do uso de agrotóxicos, nem vantagens para os consumidores, nem a criação de plantas mais nutritivas, saborosas ou resistentes a efeitos das mudanças climáticas.

A segunda conclusão refere-se à acesa polêmica que há mais de 20 anos faz dos entes reguladores dos organismos transgênicos espaços altamente controversos. Para além de questões ligadas a conflitos de interesses, a polêmica vem do fato de que esses órgãos apoiam-se em discurso supostamente científico para alegar a segurança presente e futura dessas novas plantas. No geral, pesquisadores que produziram evidências em contrário ou questionaram essa visão principista foram pessoal e profissionalmente atacados por pesquisadores e membros das comissões de biossegurança existentes Brasil afora alinhados ao mainstream do desenvolvimento biotecnológico.

Esta publicação, organizada ao longo dos 10 últimos anos pelo Grupo de Estudos sobre Agrobiodiversidade e agora publicada pelo Nead/MDA, reúne mais de 750 estudos desconsiderados pelos órgãos reguladores como CTNBio, Anvisa e Ibama. Mostra, assim, a relevância e pertinência da crítica apresentada por pesquisadores não alinhados ao mainstream e revelam que as decisões tomadas por essas comissões, ainda que técnicas e de biossegurança, não foram baseadas em boa ciência.

Elementos não faltam para uma ampla revisão das decisões já tomadas e para que se promovam ajustes profundos na forma como operam esses entes encarregados de avaliar os riscos dos organismos geneticamente modificados.

“Os elementos aqui expostos em cerca de 750 estudos validados por revistas científicas com conselho editorial mostram claramente que não há consenso na comunidade científica sobre o tema da transgenia e seus impactos”.

Boa leitura!

México Supremo Tribunal proíbe OGMs em terras Maia

Bom exemplo para a América Latina.

Supremo Tribunal Federal do México na semana passada com suporte a decisões de março de 2014 que bloqueou soja geneticamente modificada (GM) de ser cultivada nos Estados mexicanos de Yucatán e Campeche. A decisão do Supremo Tribunal significa que comunidades maias na área serão completamente protegidas da contaminação de OGM na sua produção de mel.

http://sustainablepulse.com

Paulo Ramos PhD

“Eucalipto transgênico vai sugar água até que ela acabe”

Para Leonardo Melgarejo, engenheiro agrônomo e ex-membro da CTNBio, aprovação de nova modalidade irá resultar em um grande consumo de água e impactos ambientais ainda não medidos.

A reportagem é de José Coutinho Júnior, publicada por Brasil de Fato, 08-04-2015.

A votação sobre a liberação do plantio do eucalipto transgênico acontece nesta quinta-feira (9) na Coordenação-Geral da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Adiada em março por conta de protestos das mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a aprovação do eucalipto preocupa especialistas, que consideram a modalidade um risco ao meio ambiente e a produtores.

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